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vendredi 28 mai 2010

Sempre é hora de recomeçar!

Essa semana (com alguns dias de atraso) assisti ao último capitulo da novela viver a vida a qual eu não pude acompanhar, mas que de vez em quando eu espiava na internet. Sei que em cada final do capítulo passava uma história de superação, e no último capitulo o vídeo do final, foi emocionante.

Sempre admirei o trabalho de João Carlos Martins, o seu amor pela música e pela sua profissão são comoventes. Ele sempre soube tirar o melhor proveito de cada situação. E o mais importante: a cada queda, ele sempre soube se levantar de uma maneira melhor!

Ao assistir o vídeo o que se vê no primeiro olhar é um homem magro e com algumas limitações. Ao começar a música, você vê aquele homem franzino se transformar em um gigante, as limitações desapareceram e a música e emoção tomam conta de todos.


Ao contar sua história, digna de admiração, João Carlos Martins nos mostra com seu exemplo que sempre é tempo de recomeçar, e mais, que nas adversidades você tem sempre como optar por ser melhor, por fazer algo mais por você e pelos outros.

Coincidentemente essa semana fomos também ao Cirque du Soleil, e seu novo espetáculo TOTEM, fala da evolução do homem e de todos os seus desafios. Mesmo tendo tantas evoluções, mesmo conseguindo alcançar tantas coisas inimagináveis, será que evoluímos como seres humanos? Será que estamos melhorando ao longo do tempo?

Quantas pessoas sofrem de depressão atualmente? Quantas pessoas conhecemos que “tem tudo” e não são felizes? Todos os dias não pensamos em como ser melhor ou como nos manter felizes, pensamos primeiro no que queremos ter.

E nossa felicidade passa despercebida, porque não valorizamos os outros, não olhamos para as pessoas que estão ao nosso lado, e nem agradecemos o muito que temos. Queremos sempre mais e mais e mais! Aqui mesmo no Canadá tudo é feito para você consumir mais e mais.

E nos acomodamos e reclamamos em cada obstáculo, esquecendo que eles estão ali para nos fazer crescer, nos tornarmos melhor.

Voltando para João Carlos Martins, ele poderia ter parado no primeiro obstáculo, quando caiu e perdeu o movimento de uma das mãos. Mas não, ele não desistiu e seguiu em frente, ultrapassando tudo e mostrando a todos e a si mesmo que poderia fazer diferente, mas sem abandonar o sonho de viver com a música.

Nunca na vida tudo está perdido, sempre temos uma segunda chance, sempre temos outro caminho. Se não está como queremos, podemos fazer diferente. Se não nasceram rosas, plantemos margaridas. Se não encontramos o emprego do sonho, coloquemos mais amor no que fazemos e nosso trabalho será muito mais prazeroso. Se não temos o marido ou namorado ideal, mudemos também, pois sem exigir tanto de todos, teremos relacionamentos melhores.

Essa semana assistimos ao filme sobre a vida de Chico Xavier e tem uma frase que ele fala no filme que nos chamou muito a atenção: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”

Sejamos felizes, todos os dias. Sejamos capazes de ultrapassar todos os limites, sempre! Sejamos fortes para nos reinventarmos todas as manhãs. Estar vivo já é um grande motivo para ser feliz, e se algo não está como você deseja, sempre, mas sempre mesmo é tempo de recomeçar!

Segue abaixo novas fotos e o registro de que aqui tá um calor da "bixiga lixa" como dizemos em Recife. Essa semana fez 34 graus com sensação de 40 graus, pense no forno!!!!

Vieux-Port de Montréal


Jantar no restaurante português

Marché Jean Talon

Ottawa

Ottawa

mercredi 10 mars 2010

Eu Adoro Meia-Calça

Eu adoro meia-calça !!!

par Maria Dulce

Não, não vocês não estão enganados, fui eu mesma quem escreveu o título do post. Quem me conhece está no mínimo achando estranha essa frase, e posso assegurar que não estou louca, não estou mentindo e nem bebi nenhum gole de álcool.


Na verdade essa frase foi apenas o mote para falar de mudanças e da importância de deixar que elas aconteçam em nossa vida. Quem me conhece pelo menos um pouco sabe que eu odiava meia-calça, aliás não gosto de qualquer roupa que me aperte. Mas meia-calça em especial porque além de apertar, é ruim de calçar, desfia, se fizer calor ela coça, e ainda fica no limite entre o bonito e chique com o brega, enfim, meia-calça não era algo que eu pensava ou gostava de usar.

Depois que cheguei aqui no Canadá, e estou enfrentando meu primeiro inverno, tudo mudou! A meia-calça é uma companheira constante e já visto-a com rapidez todos os dias. Ela não só aquece como evita que o vento frio bata diretamente na sua pele por baixo da calça. Eu a uso com saia, vestido, calça jeans ou qualquer outra calça, e acreditem hoje posso dizer que a ADORO!!

A mudança para um país com hábitos e costumes diferentes não implica somente na mudança de endereço, de emprego e de língua, implica também na mudança de costumes, de conceitos, de hábitos.

Aqui convivemos com a diversidade diariamente. Aqui tem bairro português, chinês, italiano, judeu, gay, negro. E todos se misturam. Cada um usa o que quer e como bem entende. Não há preconceito se você é branco, preto, amarelo. Se você é homossexual, bissexual, heterossexual. Se você freqüenta a Igreja, a Sinagoga, o Templo, se vai para missa ou para o culto. Todos são livres e iguais e você deve respeitar essas diferenças, isso é um PRINCIPIO BASICO CANADENSE!

Além disso, principalmente quem sai do calor que saímos, tem que se habituar com outros costumes. Colocar casaco, segunda pele, cachecol. Se entupir de hidratante, passar pomada nos lábios e não esquecer NUNCA de que a qualquer hora pode dar um vento que vai congelar até seu pensamento.

Ah! também aprendi a secar o cabelo! Meu Deus usando secador todos os dias, ainda me estranho. Confesso que a parte do hidratante ainda me massacra. Definitivamente e diferente da meia-calça, acho que ele será uma eterna obrigação. Odeio aquela meleca gosmenta na sua mão, e depois o trabalhão de espalhar pelo corpo todo. Mas aqui se não passarmos hidratante ficamos igual cobra trocando a pele, um horror!

Outro hábito que temos que nos acostumar: aqui cada um faz suas coisas, não tem quem te entregue tudo bonitinho e preparado. Até tem, mas é caro. Quer se mudar? Se prepare para fazer sua mudança, e se tiver sorte com um grupo de amigos para te ajudar. Quer comprar móveis? Esqueça daquela lojinha linda no Brasil onde tudo chegava acompanhado dos “montadores”. Aqui você escolhe, compra e monta! Quer a casa limpinha? Arregace as mangas e comece a trabalhar. Nada de chamar fulaninha ou sicraninha para fazer uma diária, aqui quem arruma sua casa é você (e seu marido e/ou filhos, claro!).

É por isso que você entende rapidamente o hábito que eles tem de tirar os sapatos quando entram em casa (aqui, em qualquer casa, você tira o sapato antes de entrar). É que todo mundo sabe o trabalho que dar manter a casa limpa. E no inverno então, os sapatos sujam a casa inteira.

Mas mudanças são necessárias e se você souber aproveitá-las são lições que aprendemos ao longo da vida.

Quando penso em mudança lembro que todos diziam que íamos sofrer a crise dos sete anos de casados. Então pensamos no porquê da crise dos setes anos de casados, e li um texto muito interessante do Professor Stephen Kanitz (www.kanitz.com.br) que se chama “O segredo do casamento” (http://casamentos.melhores.com.br/2009/07/o-segredo-do-casamento.html#more)

De forma resumida, ele diz no texto que ninguém aguenta ficar casada(o) com o mesmo homem(mulher) por anos, sem que haja mudanças. Porque a rotina mata o amor, a paixão, a sedução. A solução é que você precisa inovar, ir atrás de coisas novas, mudar.

E lembrei disso esses dias que fizemos sete anos de casados, com muito amor e união. E para que não tivéssemos crise dos sete, resolvemos mudar radicalmente. Mudamos não só de casa, mas de País, de língua, de costumes. Quero ver termos rotina com tantas novidades.

Muitos acham que mudança é sinal de fraqueza, mas creio que você se permitir mudar é sinal de força. Quem estaciona no tempo não é forte, e sim fraco e medroso. Não tem coragem de arriscar e tentar um novo, não tem coragem de experimentar, de mudar de opinião.

Agradeço a cada dia as oportunidades que tenho de mudar, através das mudanças é que vejo que posso ser uma pessoa melhor.

No final do ano, minha amiga Claudinha levou para nosso encontro um cartão de Dom Hélder com duas frases lindas. Uma tem muito a ver com meu post: “Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo!

"Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo!" (Dom Hélder Câmara)

Pois é assim que penso hoje, mudanças são necessárias e importantes, para que possamos crescer, aprender, ensinar, compartilhar, mudar, valorizar, conhecer e se permitir. Mudança é para quem tem coragem, para quem tem sede de vida e de felicidade.

Até a próxima!

Maria Dulce & Rosendo

mercredi 17 février 2010

Presente dos Amigos

Um mês de Canadá e um presente que não tem preço!!!!
Por Maria Dulce

Ontem (16/02) fizemos um mês de Canadá. Tudo está indo bem e aos poucos vamos resolvendo as coisas e criando uma rotina.

Como presente de um mês decidi colocar no blog um vídeo que ganhamos de alguns amigos que são muito, muito, muito especiais!!

Sempre falei das pessoas que amo aqui no blog, e que isso seria a parte mais difícil de sair do Brasil, mas o apoio e o carinho que recebemos dessas pessoas faz com que a vida aqui seja melhor. Trouxe comigo cada um no coração e penso em todos com alegria e amor! Isso me faz ser aqui como eu era no Brasil: FELIZ !!!!

Sempre digo que tem presentes que ganhamos que não tem preço, e eu recebo muitos desses presentes, são mensagens, e-mails, recados, telefonemas, coisas que a gente não pode valorar, mas que nos dão muitas alegrias. Esses são os presentes mais importantes e que levaremos para sempre conosco, pois não murcham, não envelhecem, não rasgam, não desbotam, enfim, não se acabam!!!

Segue abaixo o melhor presente do mundo, feito em conjunto pelas melhores pessoas do mundo e que amamos infinitamente:



 
Beijos a todos e com vocês na minha vida, SEREI FELIZ, BEM FELIZ!!!!

mercredi 16 septembre 2009

Vende-se Tudo

Por Maria Dulce & Rosendo

Recebemos um e-mail com um texto de Martha Medeiros, que conta um pouco do momento que estamos vivendo agora, tem tudo haver com o nosso momento de desapego material e resolvemos transcrevê-lo aqui:


" Vende-se Tudo (Martha Medeiros)

No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos. O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento. Uma outra mãe, ao meu lado, comentou:

- Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.
- Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.

Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa. Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho eesperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante.Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas. Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu, mais sem alma.

No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material. Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo. Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar.
Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que torna-se cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida.

Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile. Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio. Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa.

Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde. Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza.Só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir, é melhor refletir e começar a trabalhar o desapego já."
Texto de Martha Medeiros